segunda-feira, janeiro 30, 2006

Neve em Lisboa


Nós, que podemos ser chamados da califórnia da Europa, pudemos contemplar neve na nossa urbe lisboeta! Como há muito não se via, uns farrapos brancos a encherem as nossas ruas. Um espectáculo digno de se ver.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

O compositor pós-terramoto


Todo o mundo musical festeja so 250 anos do nascimento de um dos génios universais: Wolfang Amadeus Mozart. Muito se deve eter escrito desta figura incontornável do cenário cultural; nascido no final do Séc. XVIII e nos resquícios do Ancien Regime. Naquele turbilhão do séc. XVII só comparável ao fogo de artíficio.
Exuberante e único, deixou-nos pequenas partículas do seu génio incomensurável. Ao pé, todos os outros parecem ofuscar-se. Quem teve o azar de nascer, crescer ou ser músico com ele, assemelhou-se às estrelas perto do sol. Desaparecem... como o exemplo de salieri taõ mal tratado no filme "Amadeus".
Que estes 250 anos nos façam pensar qual a nossa herança cultural e o que vamos deixar aos vindouros. Porque nestas altura de pseudo-cris quem sofre é sempre a produção cultural.

Uma nova era glaciar

Este fim de semana promete uma onda de frio e chuva! Já estaremos a entrar numa nova era glaciar? Mas, aqui vamos ver o melhor do Homem, que é adaptar-se a todos os meios. Só a maldade e a cobiça não vingam.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Peças portuguesas


No Alto dos moinhos, encontramos o primeiro convento masculino aberto depois de 1834. Pertencente à Ordem de São Domingos, foi um desafio às parcas condições monetárias de quem se intitula uma ordem mendicante. Mas, mesmo assim foi um acto de coragem: com um plano de Paulo Providência e José Manuel Gonçalves edificou-se o convento e esperou-se por outros tempos para se levantar a Igreja. No ano passado, foi construída e dedicada pelo Cardeal Patriarca. Podemos ver esta grande obra, já na internet http://www.isdomingos.com/ e contemplamos a imaginação portuguesa em linhas tão simples e contemplativas.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

O frio que não nos abandona


Desejava estar num país tropical com mais calor e temperaturas agradáveis. Fugir deste inveno implacável sem chuva. É dificil viver no frio.... que saudades da Primavera.

O que é o amor?


Uma pergunta pertinente, nos tempos que correm! Ou, se calhar, em todos os tempos que já correram! O que é o amor? é aquilo que nos difere dos animais; o amor que pensa e raciocina e que se entrega gratuitamente.Isso faz-nos homens e mulheres, para além de qualquer revolução científica com muito valor. Amor é sentimento que tenta fugir do hábito ou da simples naturalidade. Que nos permite fugir somento do epidèrmico e imediato/fugaz. Amar não é gostar: são relações diferentes.
Mas, no meio de um mundo em ódio constante, onde sempre existirão conflitos, é importante levantar a voz pelo amor. Como força impulsionadora da vida e da multidão. Esta será uma força construidora. Estamos num tempo de pazes podres porque não atingir o cerne da questão: onde há dinheiro, cobiça e ansia de poder, não há lugar para o amor. Recordo sempre o Senhor dos Anéis, quando a narradora refere que o coração do Homem é facilmente corruptível. E, ainda mais , pelo poder.
Hoje sai o primeiro documento do novo Papa, "Deus é Amor" espero que seja um contributo para a edificação do Amor e de uma sociedade justa e verdadeira.

P.S. deixo o endereço para quem quiser ler o texto, é mesmo uma boa surpresa: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20051225_deus-caritas-est_po.html

terça-feira, janeiro 24, 2006

Hoje não posso deixar de pensar


E de reflectir nos jornalistas! Dia do seu padroeiro, São Francisco de Sales; nascido em plena convulsão religiosa (zona francesa e suiça) do séc. XVII, este homem conseguiu imprimir as primeiras folhas soltas para explicação da doutrina e difundi-las em zonas não católicas. Assim, nasce a primeira distribuição dos periódicos. Escrevendo de forma rápida e sucinta, preenchia os objectivos do jornalismo "Onde, quando, como, quem e porquê".
Desde da sua altura até ao nossos dias, estas são preocupações preementes de qualquer jornalismo sério e actualizado. Formador e formativo, pertecente à sociedade e acompanhante da justiça social. Um jornalismo que pretenda a busca da verdade, sabendo que esta é superior a si mesmo.
Quando são os nossos parâmetros quando transmitimos a notícia? A verdade da coisa, a nossa verdade ou a verdade que queremos vender? O acontecimento como verdade ou a interpretação "Porquê" o acontecimento? Será que mais vale interpretar doq que relatar?
A figura do jornalista tem de ser laboratorial? Ou seja, está o jornalista fora das regras morais e jurídicas para ser melhor relator? Estará fora das leis deste mundo? Como se interpretava erroneamente os relatores dos evangelhos?
Será aceitável que um jornalista fidedigno diga que não vota para ser imparcial?
Onde está o lugar dos profissionais da comunicação social? Perdida no séc. XVII ou a tornar-se num paladino infalível da verdade morando no éter longe da realidade?
Escrever é um dom, quase um parto! Relatar é um dom que nem todos possuem! Vamos ver se Francisco de Sales, que aliava o dote jornalístico à doçura de boas maneiras, inspire, estas, nos seus protegidos de hoje. Especialmente aos da TV.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Eleições...

Vou me poupar a gastar fôlego em comentários vãos pela eleições de ontem. Porque onde a escolha é aquela, pouca é a democracia. Onde só existem laranjas daquelas, parca é a compra! Mas, quero referir o pouco que assisti aos comentários televisivos; a pouca vergonha de filmar em directo a varanda da casa privada do eleito com todos os seus pormenores ou a impertinência de um certo "repórter" de mandar calar uma comentadora "Se não quer comentar. cala-se". Como se o que se passasse naquele estúdio fosse a realidade nua e crua de Portugal. De facto, a ignorância e a pretensão são cegas.
Para não falar do espectáculo, no minímo, risível, de uma certa apresentadora; tal como os cães presos, quando soltos parecem loucos.
Não esperemos "D. Sebastiões", porque o "mal" reside em cada um de nós; a sociedade não se faz por cima.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

A grande surpresa de 2006


Esta grande surpresa aconteceu, quando ao folhear uma revista da nossa praça, deparei-me com as preferências sexuais de um dito RP da nossa velha urbe. Ficamos todos a saber, mesmo os que duvidassem, quais são mesmo sem perguntar.
Embora, ninguém tivesse dúvida de tal, fomos esclarecidos e elucidados pela narração brilhante do próprio! Brilhante porque rodeada de glamour e purpurina. Seria isto necessário perante um perfil tão marcado? Pois, para além da sofisticação possível, não há como o seu cunho de qualidade e luz pessoal.
Dúvidas houvessem, ficaram respondidas! Mais, parece-me que da Reboleira à Lapa, todos puderam suspirar de alívio: Afinal, este fulano não é o que parece.

Flor murcha


Nem considerações filosóficas nem rosnadelas políticas ou cívicas... estou meio murcho! Noite mal dormida em pesadelos e hérnias! Uma sexta-feira adivinhando fim de semana. Mas, tudo se recompõe pois haverá sempre sol, amigos, etc etc

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Sede?


Logo, bem cedo, não há como absolut! Seja mandarina ou limão! Para não falar em outras bebidas, Moët, bollinger ou Stolly. Depende dos gostos mas sede há sempre.

Quem se preocupa?


Quem se preocupa com a porcaria deixada pelas campanha eleitorais? Logo no dia seguinte é tudo limpo, respondem logo os poderes instituídos. Uma mentira grave e mesmo que assim fosse, o durante é terrível. Hoje, no metro da Baixa-Chiado era o verdadeiro arraial com jornais desesperados de um candidato vetusto. Espalhados pelo chão, deixados a um canto com mais de milhares de vergonhosos jornais gratuitos que entopem os caixotes das estações e uma dezena de pessoas que amontoam as entradas distribuindo a felicidade, o prazer sexual ou o futuro (dentário, psicológico, material etc) em folhas de papel que logo de sguida conspurcam o piso. Culpa? sim culpa de quem permite que isso aconteça e de quem animalisticamente lança para o chão os ditos papéis.
Eu recebo-os sempre em consideração por quem os distribui mas tento não lança para a via pública ou privada logo de seguida. O metro será uma via pública ou privada? Também é uma boa pergunta.
Mesmo assim, a porcaria causada por tudo isto, morre solteira e irrita.
Viva os candidatos e a porcaria que causam.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Não percebo...


nem consigo discernir se é a estupidez se é a inconsciência, que me irritam mais! Ou mesmo a incompetência de decisões tomadas e efervescentes que depois nao dão em nada! Mas, depois de estar à seca hoje de manhã quase meia hora (29 minutos) à porta do escritório para poder entrar. mais aprendi que as decisões borbulhosas são filhos mal paridos com os quais só sofre quem cá está.
Os homens são exímios em decisões destas, decidir sobre a vida alheia e de quem está no lugar enquanto eles vagueiam nas ideias.
Filhos mal paridos tomem conta os pais dos mesmos.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Ao Marco


AUSÊNCIA

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero

Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.


Sophia de Mello Breyner Andresen

Por quem pais e irmão sempre lutaram e morreu num esforço de uma melhor vida. Por quem sempre me cumprimentou e sorriu. A Casa dos Marcos ganha mais futuro e consistência.

Nunca Mais


Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser.
Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.

Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser.

Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência.
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.

(Sophia de Mello Breyner)

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Receios e Fobias sociais 4


As minorias!
Não vou aqui escrever o que é uma minoria nem que não existem; mas o seu posicionamento na sociedade mostra a nossa sociedade: onde a individualidade esmaga o sentimento e olhar conjunto. Porque mesmo a velha revolução francesa não esquecia que um povo é um povo e uma nação é uma sociedade onde a parte contribui para o sucesso do todo.
Isto foi esquecido por anos de liberalismo e capitalismo exacerbado e pela lógica perversa do lucro pessoal. A minha realização não pela sociedade e a minha voz deve gritar mais alto que todas: mas isto não é justiça nem base para uma minoria se valer. Uma minoria vale pela maneira como na sua diferença caminha na sociedade e com a sociedade. Não anulando nenhuma delas; valor precioso é a liberdade vivida num grupo. A liberdade não é algo de solitário e egocêntrico... tudo isto só pode gerar neuroses e comportamentos limite: "Eu sou dono do meu corpo" ou "Faço o que quero para chegar à minha meta pessoal". Mas, isto será o fim da sociedade ocidental. E a pobre trilogia da Revolução terá sido enterrada e sacrificada nas aras da Liberdade pessoal.

Frase solta numa segunda-feira


Figuras que nos marcam mesmo sendo teatrais! A frase de Sherlock Holmes na boca deste grande actor:
"life is a common place!"

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Sexta-feira 13

Sexta-feira 13, Lua cheia ... dia de euromilhões! Que feliz combinação.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Uma morada que vale a pena conhcer


No caso de algum problema ou conflito com empresas, serviços etc deixo uma morada e contactos que são preciosos:

Centro de Arbitragem de Conflitos e Consumo de Lisboa,
Rua dos Douradores, nº 108-2º
1100-207 Lisboa
Telefone: 218 807 030
Fax: 218 807 038
Mail: juridico@centroarbitragemlisboa.pt

Frio imenso que cobre


Frio imenso que cobre o nosso território e as nossas mentes. Em breve, seremos governados por uma bruxa fria como nas crónicas de Narnia? Não sabemos, porém sentimos o toque frio e gélido da incerteza. Manhãs de sol radioso pagam-se caras no inverno.

Caminhos do teatro

A peça "Menino & Moço" vai para terras do Norte, depois de um sucesso aqui em Lisboa. Pequenos esforços na tentativa de não deixar morrer a arte cénica em Portugal Vale a Pena ver!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Garrett Café Bar


Um sítio português na revista "Wallpaper" com direito a elogios! Parece bem para a expansão da economia... afinal não somos tãos desconsiderados. http://www.wallpaper.com/travel/1083

Receios e Fobias sociais 3 - reserva


Tudo o que foi dito no anterior post, tem de ter uma reserva: o fenómeno do treinador que parece a rã da fábula. E como se não fosse suficiente, um filme com direitos de estrela mundial (como se o mundo fosse algo de grande)! Será inveja? Não me parece, pelo menos da nossa parte; pois, não é nosso sonho "reinar" pelo controle de uma bola, ter um ar inchado, ser flatuente na verborreia e no aspecto.
Mas, cansa a imposição do exemplo da arrogância! Tantos e tantas, portugueses, que lá fora marcam pontos... a investigação científica e as artes. Mas, isto é resultado do Mundo, um dos inimigos da alma (chamado também de deslumbre) que recompensa as rãs inchadas e deixa passar os touros.

terça-feira, janeiro 10, 2006

A Urbe treme...

A Urbe treme e não por cuasa das presidenciais!
Trememos ontem por volta das 16h00 e voltámos a tremer pela uma da madrugada!
Vale a pena, estar prevenido sem dramas; mas, pequenos abalos devem ter acontecido milhentas vezes, porém não havia "medidores".
O melhor é andar bem confessado com a consciência e com Deus!

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Recordações...


Uma peça de museu da nossa "divina" Sarah Brigthman, "I lost my heart to a starship trooper" com um videoclip monstro!!! Isto nos anos setenta, deixo o site da letra: http://www.xs4all.nl/~josvg/cits/sb/singles/starship.html

Coisas estranhas na nossa Capital


Eu sei o que fazem umas baias da CML à volta do prédio do Saldanha Residence! Mas, estarem lá postas ao calhas, há mais de dois anos? Parece impossível! Porém é verdade: estão para proteger as pessoas de "coisas" que caem do prédio. Há dois anos? E obras? Vão começar, dizem...

Figuras esquecidas


Não vou fazer mais barulho pela perda da Casa do meu saudoso Almeida Garret; já é tarde e vão. Porque a economia e o lucro vinga sobre tudo e todos; o verdadeiro loby que ninguém quer atacar.
Quero falar de Frei Manuel Cardoso; um esquecido músico do séc. XVII e umas figuras mais marcantes do nosso panorama musical. Compositor de esquerda e direita (perdoem-me a comparação coxa e anacrónica), de Filipe e de D. João IV marcou toda a Península Ibérica. Durante séculos obnubilado pelas preocupações mundanas lusitanas, nunca foi esquecido na protestante e fria Inglaterra.
No Sábado, na Igreja de São Vicente de Fora, foi o lançamento dos 3 CD's da sua obra conhecida. Um repertório excelente e um coro estupendo foram eco de grandes feitos, passagens biblícas e da liturgia católica. Só possível plea convergência de várias entidades privadas, da editora e do Patriarcado. E maravilha das maravilhas, a igreja estava cheia de participantes. Deixo referência à igreja que vale a pena visitar.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Receios e Fobias sociais 3

Um outro medo da nossa sociedade é não querer parecer português!
Fugir à imagem do pobre e ignorante ou da mulher vestida de preto portadora de um largo bigode, ainda se compreende. Mas, ter horror ao que é próprio passa por outras coisas estranha.
Querer mostrar um ar, porque passa tudo pelo mostrar!!! Um ar "sofisticado" e despreocupado como se fosse apanágio de outros povos ou culturas. Um ar já muito comercializado e standard. Porque ser português é mau, temos de ser cosmopolitas e estranhos.
Ninguém nega que no nosso pensamento existem restos de provincianismo ou pequenez mas que também é nossa virtude, a vontade de rasgar horizontes como em pleno séc.XV.
É de louvar a tendência de não fazer esquecer os nossos produtos nas caixas vendidas na loja da atalaia no Bairro Alto. Parabéns.
Hoje de manhã provei um pouco do estilo português que não deixa de ser eficiente, uma senhora trabalhadora do Metro; com um ar de senhora minhota e despachada atendeu muitos sempre com aquele ar sorridente de quem respirou ar do campo. Eficiente como gosta Bruxelas mas simpática como gostamos nós.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Tomates com sal...


É algo que me escapa; mas no fim é compreensível que seja um sucesso! A máquina de uma estação de TV e um grupo a encher-nos com a força toda que esta "coisa" é a melhor produção portuguesa. Promociona actores (?), modelos (??), bandas musicais (???), jogos de colchas e fábricas de tapetes e as mantas da covilhã, mais não sei o quê e os próprios "pensadores" daquele enredo estupendo só comparável aos melhores contos do nosso pequeno e desconhecido Eça.
"Tomates com sal" será a próxima quando os ditos "jovens radicais" estiverem idosos, então será a "3ª idade radical" ou as "férias da Universidade da 3ª idade". Ou melhor, "3ª idade rebelde".
De facto, crianças imaturas e adolescentes com mania de estrela até compreendemos que se entusiasmem com pseudo-representação mas adultos feitos, actores e "escritores"?

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Receios e Fobias sociais 2

Outra fobia é o horror à dor. Fuga do que teme e incomoda; encobrir as situações más e doentes e fazer de conta que nao existe. Mas isto é um mal: a vida é de facto, um mar de lágrimas e o rio de sofredores na humanidade é superior dos que aparentemente saem alegres deste mundo.
A própria existência é sentida como um peso donde não podemos fugir; fazemos o que não queremos e dizemos o que não devemos. Medo da dor que nos mostra a fragilidade.
Cobrir a cabeça não vale a pena pois sei claramente que vivemos e sofremos. Sei disso, e dessa experiência não posso fugir.
Por isso, tenho vontade de relativizar tudo e divertir-me; não me quero chatear. Para quê? Quando não nos dão valor... "have more fun".

Receios e fobias sociais 1

Há muitas e espero poder "postar", ou seja, escrever aqui (não é "arrotar postas de pescada") sobre algumas delas. Numa sociedade piquena como a nossa, existe uma fobia tremenda que é falar ou apontar os erros de uma especifica classe social ou trabalhadora, seja ela qual for. E porque? porque consoante o poder ou alcance da dita, tememos o seu grupo, corporação e reacção.
Falo de apontar limites e falhas; apontar limites ao trabalho dos juízes ou dos jornalistas. Porém, estes últimos mostram-se tão corporativos como acusamos os juízes. Num programa da 2, uma estudiosa da comunicação falava da escolha parca de comentadores políticos e ditos generalistas, ao que responderam em uníssono os representantes das TVs presentes em tom de desafio e ultraje. Olhamos as presidenciais, os acontecimentos mundiais, os nossos pequenos escandalos e pensamos o que? Que, de facto, somos todos tão pequenos que temos de defender os nossos pequenos feudos! Sem o mínimo pudor de percebermos que além de não sermos os paladinos da verdade sem a ela que queremos servir; importa a verdade? Ou a satisfação pessoal e a do povo?

terça-feira, janeiro 03, 2006

Porque neva nesta cidade?


Porque somos pequenos? Em parte, esta observação é certa. Três máquinas a cuspir uns flocos fracos de sabão plástico numa praça centralíssima da nossa urbe é ser pequeno. A culpa é da edilidade que não permitiu mais! Resposta pronta na língua de alguns.
Porém, a CML fez muito bem! Estamos habituados a que a posição social e o dinheiro compre tudo; assim, fazemos o plano, concebemos a estratégia e não dizemos a ninguém. Nem às autoridades competentes; de facto, vivemos num país pequeno.
Para o ano tentem competir em árvores e não em porcarias no ar.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Resoluçôes ou pontos de esforço


Novo ano, novos desafios?
Seja como for, decisões são sempre bem acolhidas: "have more fun" pode ser uma delas mas não chega! O que interessa é tomar decisões!

domingo, janeiro 01, 2006

2006 - o ano para enfrentar de frente


E atrevermo-nos! Esta música fica a minha "banda-sonora" para este novo ano. "Dare me " Pointer Sisters:

I've got a chip on my shoulder with your name on it -knock it off.
So don't just stand there foolin' if you don't want it -knock it off.
I say you're either a lover or you are a liar.
So don't you push too hardyou're playin' with fire.

Baby
make your move
step across the line
Touch me one more time
come on
dare me !


I wanna take you onI
know I can't lose
I'll be loving you if you just dare me.
Looks like you're lookin' for trouble

And I'd say you found it - you found it.
You'll have to come right through me
There's no way around it - you found it.
I hope that lean hungry look means what it's saying.
'Cause I'm just sittin' on readyready and waiting.

Baby
make your move
step across the line. . .
Come on and dare me.

If there's any truth behind your intentions
This night's gonna end up on fire - you better believe it.
You better believe itoh baby.
Ohdare me
dare me
dare me.
Babymake your move
step across the line. . .

sexta-feira, dezembro 30, 2005

As coisas passam...


Se tanto me dói que as coisas passem

Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem

Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, dezembro 28, 2005

O que nos espera o próximo ano?

Não sabemos o futuro mas sabemos o que nos espera:
- umas eleições presidenciais com vitória antecipada (mas que não agrada a muitos, porque a sombra de tempos idos volta a cobrir a nossa lusa nação)
- um acentuar da crise (que Deus nos livre, espero)
- uma sociedade mais perigosa, menos segura e menos justa
-claro, o Rali Dakar que, para nós, é uma alegria que parta sempre daqui (fica-nos a impressão de que Lisboa fica na orla norte africana)
- outra maravilha o Festival Rock em Rio (emprenho social da música, arghhh)
- e decerto todos nós teremos motivos de júbilo em 2006 tal como o futebol que cria milhares de empregos e fonte de receita para milhares em Portugal.
- Convido a encher esta lista de glórias e maravilhas para 2006....

terça-feira, dezembro 27, 2005

Depois da festa...

27 de Dezembro, ainda é dia de Natal... depois da festa farta e com saúde (Graças a Deus). Esperemos que ainda seja dia de Natal durante mais uns tempos; embora sem as mortes estúpidas nas estradas e o consumo desmedido.
Porque festejamos o Natal? por necessitar dele, mesmo sem percebermos a razão última da fraternidade, simplicidade e unidade a que somos convidados e que nos atrae! Estas qualidades que exaltamos existiram numa pessoa concreta e o único justo. Agora menino mas daqui a alguns meses graúdo. Sempre a viver as qualidades natalícias.
Necessitamos sejamos nós crentes ou não, de uma altura como esta que nos lembre o que devemos ser e o que o mundo deveria ser: um lugar de paz onde nasça a justiça e o amor.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Mensagem de Paz

Uma Mensagem de Paz, que parece muito realista/idealista. Porém vale a pena ler toda, porque é um texto dos mais lúcidas e escrito numa visão global. Na íntegra no site do vVaticano.
Depois de falar dos passos já dados no caminho da Paz, Bento XVI refere:

"Mas, tudo isto não deve induzir a um ingénuo optimismo. De facto, não se podem esquecer os sangrentos conflitos fratricidas e as guerras devastadoras que ainda continuam, infelizmente, semeando lágrimas e morte em vastas zonas da terra. Há situações onde o conflito, que está latente como o fogo debaixo das cinzas, pode novamente alastrar causando destruições de alcance incalculável. As autoridades que, em vez de realizarem quanto está ao seu alcance para promoverem eficazmente a paz, fomentam nos cidadãos sentimentos de hostilidade contra outras nações, arcam com uma gravíssima responsabilidade: colocam em perigo, em regiões de alto risco, os delicados equilíbrios alcançados à custa de árduas negociações, contribuindo assim para tornar mais inseguro e nebuloso o futuro da humanidade. Além disso, que dizer dos governos que contam com as armas nucleares para garantir a segurança dos seus países? Juntamente com inúmeras pessoas de boa vontade, pode afirmar-se que tal perspectiva, além de ser funesta, é totalmente falaz. Numa guerra nuclear, não haveria realmente vencedores, mas apenas vítimas. A verdade da paz requer que todos — tanto os governos que de forma explícita ou tácita possuem armas nucleares, como os que pretendem consegui-las — invertam conjuntamente a marcha mediante opções claras e decididas, orientando-se para um progressivo e concordado desarmamento nuclear. Os recursos assim poupados poderão ser destinados para projectos de desenvolvimento em benefício de todos os habitantes e, em primeiro lugar, dos mais pobres. "

E, de seguida, refere uma coisa obscura da nossa sociedade que mina-nos como um cancro; o comércio do armamento caada vez mais florescente, nas suas palavras. Um discurso bem sem medo.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

A geração dos meninos perdidos


Recordam-se dos meninos perdidos do Peter Pan? pois, existe uma "geração" (estranha palavra para quem vive do momento quase ao segundo) que é parecida com estes: sempre no ar, descomprometida, sem crescer, presa numa infância fantástica e sem nunca ouvir dizer um não.
Desculpem a expressão, uma "geração" gerada por seus augustos progenitores ou superiores onde a disciplina é inexistente, o autocontrole é bafio e a responsabilidade esmoreceu. Meninos perdiso entre o centro comercial e as largas horas sem a companhia de alguém mais velho.
Não podemos dissertar sobre as classes sociais porque tanto uns como outros estão perdidos na terra do nunca: os mais favorecidos, os pais entupiram com coisas, e dinheiro e mais coisas e com isso podem comprar e pensar nunca no amanhã; os mais pobres deambulam nos centros comerciais para fazer tempo! Perdidos sem alguém que lhes proponha algo melhor... e estão perdiso por vontade? Também pode ser, mas o piro é que se perderam porque ninguém lhes disse que há coisas mais importantes que a terra do nunca.
Uns perdem-se no excesso e outros na falta; embora o consymo de cocaina tenha aumentado no nível secundário: o vicio dos meninos bens generalizou-se e todos agora andam perdidos e querem esquecer a sua perdição.
O tempo das férias é sintomático das famílias e do mundo que construimos; já não sabemos viver e o que fazer em família. Tempo a mais para a geração dos meninos perdidos.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Segurança?


Na verdade, estamos fartos de saber de quem é a decisão política (um sintagma vazio para tirar a lama, àgua e merda do capote) ou outra desculpa qualquer. Queria saber é onde está a cabeça dos nossos governantes quando mandam encerrar mais de 50 postos e esquadras. E mais, onde está todo o entendimento quando se fecha a secção de corrupção da PJ? Digam-me, se há paciência para este estado. Venha definitivamente o fim...

Temos que observar...

Observar e ver como na sociedade se repercute as ideías predominantes! O culto da diferença e da juventude gera pequenos monstros para além de chamar à atenção de coisas esquecidas. E bem!
A exaltação da juventude criou uma geração que grita com todos (vejam as telenovelas), que têm sucesso aos vintes, são estrelas, o melhor do mundo e são vips antes de terem a maioridade. A exaltação da mulher traz consigo uma arrogância que as faz esquecer que ser igual é ter o mesmo tratamento que os homens em todos os lados (ou será que já não querem a igualdade?). A exaltação das minorias sexuais leva a dar nomes errados às realidades humanas, o companheirismo é chamado de casamento ou matrimónio. E etc
O mal não está em realçar as minorias ou dar voz à juventude, mas tudo tem o seu tempo! E os exageros pagam-se caro porque na sociedade (história triste mas verdadeira) há sempre um retorno terrível.
Não vivam o agora, que nem apetece porque o agora já passou qaundo acabarem de ler este texto.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Tempo de verdadeiro Natal

DISCRETA E TERNA
Discreta e terna há-de envolver-me
a luz terna do Teu olhar,
Senhora a Quem tantas vezes eu disse
"Ave Maria, cheia de graça":
que Tua presença me não falte
nessa hora, nesse instante.

És a Virgem fiel - a que mantém as promessas,
por isso, Tu cumprirás a promessa:
cumprirás, porque cá me diz o coração:
"Mãe!"
Virás, assim, à beira do meu leito,
ou onde quer que a vida me comece a abandonar,
"Santa Maria, Mãe de Deus".

Olhar vago,
talvez ardendo em febre,
talvez então nem de Ti eu me lembre,ó meu Amor de sempre...
"Rogai por nós, pecadores".

Sei, porém, - mais: tenho a certeza
que foi por minha causa
que o Senhor orou: "Nas Tuas mãos,Pai, entrego a minha alma..."

Desde então, é certo,
sempre que o poente da vida
crisma a fronte de um homem,
vibra intenso, como no Calvário,
o brado saído do coração de Deus:"Mulher, aí tens o Teu filho".

Discreta e terna há-de envolver-me
a luz terna do Teu olhar.
Estreitando-me junto ao Teu peito virginal,
dirás então aos Anjos em êxtase:
"Um menino nos acaba de nascer..."

Há-de sorrir Isaías.E Deus, também.

Alexandre do Nascimento Séx.XX (Angolano, Cardeal e poeta)

Se...

Se sois riqueza, como estais despido?
Se Omnipotente, como desprezado?
Se rei, como de espinhos coroado?
Se forte, como estais enfraquecido?

Se luz, como a luz tendes perdida?
Se sol divino, como eclipsado?
Se Verbo, como é que estais calado?
Se vida, como estais amortecido?

Se Deus? estais como homem nessa Cruz?
Se homem? como dais a um ladrão, Com tão grande poder, posse dos céus?

Ah, que sois Deus e Homem, bom Jesus!
Morrendo por Adão enquanto Adão,
E redimindo Adão enquanto Deus.

Frei António das Chagas (Séc. XVII - religioso, poeta e restaurador da Pátria)

Irra


Num dia muito díficil irrita-me:
  • as velhas que nos empatam o caminho no meio da rua
  • os atendedores de telefone com som metálico e nos entra pelos ouvidos
  • as luvas que têm buracos
  • o cachecol que parece ter vida e fugir dos sítios
  • a falta de iniciativa das pessoas
  • o frio que nos corta
  • o dinheiro que não chega
  • os exames médicos que são marcados com um mês
  • as pessoas que demoram horas a contar um acontecimento
  • as pessoas estúpidas da cidade
  • as pessoas que não sabem o que querem
  • as renas e o pai natal
  • etc
  • etc

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Um nome...

Que espero, um dia, seja conhecido: João Paulo Assunção. Um designer que estava presente na loja que referi expondo as suas criações de adereços ou complementos. Tenho um cachecol estupendo dele...

uma loja tão simpática

No meio do buliço da Baixa, uma loja deveras diferente. Simplesmente vintage, recordando os 70's e a minha infância. A outra face da Lua está a fugir do Natal convencional na Rua da Assunção. Fui lá com a Maria Antónia no Sábado e é simplesmente adorável.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Mais uma sexta-feira

Mais um fim de semana! Perto do Natal e do final de ano, que vão chegar com os seus rituais e eu só vou dar por eles nos próprios dias!
Frio que marcará este Natal de 2005, frio no tempo e na sociedade; um ano que termina e não augura nada de novo ou bom! "Estamos tão bem assim porque é que havemos de mudar". Que arrepios ao ouvir esta frase de um pouco saudoso estadista.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Música e mais Música


Neste tempo de Natal, temos muita música! Se calhar, é o mal dos tempos fortes: encaixar tudo num curto espaço de tempo! Muitas actividades e muitas casa a visitar: volto a lembrar os concertos nas Igrejas com o apoio da CML mas também hoje uma oratória muito bonita "Paulus" de Mendelssohn na Gulbenkian. Vale a pena encher o espírito de ar fresco para a Festa do Natal; e no começo de um ano novo. Recomeçar é sempre algo bom e prometedor. Venha o Menino, o nascimento, a força de começar com boa música

quarta-feira, dezembro 14, 2005

acessos informáticos

Sinceramente (tanto quanto é possível) detesto acessos, palavras passe e códigos afins! Estas coisas informáticas que deveriam ser fáceis e cómodas. Hui.... valha-nos o antigo e as boas das cadernetas.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Uma manhã no centro de saúde...

Uma manhã inteira para uma consulta que estava marcada para as 10h00 e fui atendido às 12h15! Ninguém acha normal!

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Maximiliano do México


Ontem vi um programa sobre o imperador do méxico e só me lembrava dos nossos candidatos presidenciais...

Algo de errado se passa no reino da Austrália...


Nem os cangurus nem os koalas ajudam a apagar as cenas que se viram naquela praia australiana! Um povo nascido dos condenados, extraditados e mulheres de vida duvidosa a ter reacções xenofobas. O sentimento de medo perante a multidão raivosa: a paixão foi semelhante. Quem para a multidão raivosa? Ali não havia justiça nem direito; só o medo e a ira! E isso é animalesco. Merecemos um apocalipse porque 2000 anos de civilização foram pelo cano. Venha o fogo ou a àgua.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Natal?

Festa cristã e cristianizada, novamente nos recorda que no meio do frio do mundo, a vida é mais forte que as trevas! Recordar a bondade inerente do ser humano, a beleza da vida, do que realmente interessa: o pobre e o sem casa à imagem dos peregrinos de Belém (claro que falamos da família sagrada e não dos candidatos desesperáveis).
Recordar o significado é sempre bom!

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Recordações


Recordações de Sevilha, que às vezes voltam como um tempo imemorial e de sonho! Onde anseios terrenos não tocavam, nem bons nem maus. O dia 7 de Dezembro, os universitários a fazerem serenatas à Virgem Imaculada junto ao monumento da catedral. E no dia 8, os seises a dançarem para a Virgem no Altar principal da Catedral. E os presépios, já montadas em todas as ruas e lojas. Recordações...

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Dias de Sol


Não há nada como um dia de Sol, mesmo no Inverno! Como olhar para oa azul céu aberto ao horixonte, nesse momento mesmo que haja problemas, todos são dissipados por brevíssimos instantes.
Para mim, não há como a luz ou o dia azul que nos mostra o bom e o mau!Isto sem ocasião de negar a noite que também tem muitos encantos; mas o azul lembra-me que cada dia até ao ocaso da vida (certo como termos nascido) é uma oportunidade de "ressurreição", de começar de novo, de tentar e tentar respirar e afastar as àguas que nos entopem as vias respiratórias.
Azul do céu, Sol que nos orienta e desorienta, isto dá-nos animo para pé ante pé, caminhar na certeza de um dia tudo resulta.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Dia de São Nicolau


Por afecto e amizade, uno-me à sua figura (tão mal tratada pelo Pai Natal) mas neste dia queria propor uma peça de música de Benjamim Britten "A Vida de São Nicolau" . Existem várias gravações mas a minha é da decca comprada na Fnac! Esperemos que um dia, também possamos encontrar a Missa de Gonçalo Lourenço dedicada a São Nicolau. A sua estreia é hoje na Baixa de Lisboa.
Mais uma proposta em tempos natalícios, de Liszt uma oratória "Christus".

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Música dos nossos dias na Igreja de São Nicolau

Amanhã no dia de São Nicolau, é cantada uma composição de um autor coevo. Uma missa encomendada a um compositor brilhante e novo, Gonçalo Lourenço. Com um curriculo invejável, criou uma Missa para ser cantada na própia celebração litúrgica. Vale a pena participar; na Baixa de Lisboa e contando com o excelente coro Ricercare e o Maestro Pedro Teixeira.

Viemos ao mundo...

Hoje, contra as minhas convições, tomei o pequeno almoço num café! Foi uma refeição muito erudita e cheia de profundidade, pois todos e cada um expressaram pensamentos populares que não escondem sabedoria. "Viemos ao mundo para sofrer" dizia um rapaz que entregava carne do dia! De facto, viver é sofrer entrar na paixão do mundo e da carne! A carne é obstáculo, porque nos insere no sofrimento próprio do limitado. Mas, podemos superar ou olhar para o alto. Sofrer sim mas não agonizar ou regozijar no sofrimento.

Coisas do Passado


Neste fim de semana fui surpreendido por um dvd que me mostrava memórias do passado! Fez-me comover pela noção do sofrimento seja em quem for e de modo especial num infante sem culpa.
Eram as imagens da deposição do Coração de Louis XVII na Capela da sua família em Saint-Denis; algo de anacrónico, reconheço mas de encerrar memórias e recordações dolorosas da própria frança.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Pai só há um

Recordo o meu pai, pois hoje seria o seu aniversário! Memórias longícuas mas presentes; um homem atencioso e trabalhador! Requiem in pace!

Tilintar

Este feriado fez-me recordar uma música da Shania Twain:

We live in a greedy little world --
that teaches every little boy and girl
To earn as much as they can possibly --
then turn around and
Spend it foolishly
We've created us a credit card mess
We spend the money that we don't possess
Our religion is to go and blow it all
So it's shoppin' every Sunday at the mall

All we ever want is more
A lot more than we had before
So take me to the nearest store

Can you hear it ring
It makes you wanna sing
It's such a beautiful thing --
Ka-ching!
Lots of diamond rings
The happiness it brings
You'll live like a king
With lots of money and things

When you're broke go and get a loan
Take out another mortgage on your home
Consolidate so you can afford
To go and spend some more whenyou get bored
All we ever want is more
A lot more than we had before
So take me to the nearest store

Let's swing
Dig deeper in your pocket
Oh, yeah, ha
Come on I know you've got it
Dig deeper in your walletOh
All we ever want is more
A lot more than we had before
So take me to the nearest store

Can you hear it ringIt makes you wanna sing
You'll live like a king
With lots of money and things
Ka-ching!

Tempo de Natal...


Será que teremos um tempo de Natal mais repousante? Entre o disparate presidencial e as contas públicas que já se tornaram um sintagma vazio na boca dos políticos, temos o Natal: o presépio, a pobreza do burro e da vaca, um menino, a ternura dos pais e depois, o "natal" consumista e Norte-americano da neve e do pai natal!
Teremos tempo, suponho, para ir aos concertos de Natal da CML e das Igrejas da Baixa-Chiado; aqui quero realçar (perdoem-me o clubismo) um deles:

Sábado,
dia 3
20.00h Igreja de São Nicolau [Baixa]
Orquestra Barroca Capela Real e Coro de Vozes Caeleste
Alessandro Scarlatti (1660-1725): Dixit Dominus; Salmo 110;
Domenico Scarlatti (1685-1757): Salve Regina
Pedro António Avondano (1714-1782): Magnificat.

No meio do Natal vale a pena, ouvir e dar tempo à cabeça e à alma.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Fomos feitos com cabeça e coração

Mas recordar isto, é difícil! De facto, na sociedade há esta tensão entre a cabeça e o coração; inventamos escapatórias para saídas que não são desejadas! E por fim, nem pensamos com a cabeça nem sentimos com o coração! A vida é feita de feriados e dias comuns, de festa e do quotidiano.

terça-feira, novembro 29, 2005

O dinheiro não traz felicidade?



Já sabemos que não! Consigo o dinheiro ou o poder só traz mais problemas ou os problemas próprios dessa condição. Mas, de facto, é estranho!!
A notícia da herdeira da Samsung que se suicidou, surge para confimar este ditado? bem, não sabemos o que levou a acto tão desesperado! Porém, não deixo de pensar em quem tudo tinha e nada quis!
Nós alguma coisa queremos e nem sempre as temos! "Que vale ao homem ganhar muito dinheiro e perder a sua alma?"
A Alma é o que mais fundo temos, onde fazemos as opções e delineamos éticas e estratégicas! Perder isto é ficarmos só com a carcaça. Espero que ela esteja na paz que aqui não teve.

Nunca nos vamos parar de surpreender

Olhar para o mundo e deixar-nos de surpreender, é algo difícil! Maravilha é o comportamento humano e mesmo nas mais altas ambições e puras, aí seremos sempre humanos: faliveis e nada claros nas finalidades. E numa relação, seja amorosa ou de trabalho, vamo-nos surpreendendo a bem e a mal!
As pessoas são o que são e não as devemos mudar; porém, não temos que forçar uma relação ou um compromisso estável! Nos negócios, a regra é a mesma!
Mesmo nos mais puros dos objectivos, por vezes cansamo-nose bastam surpresas! E parece que chega aquela altura que devemos anadar cada por seu próprio pé.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Agora até os crucifixos...


Bem , não me lembro de ter um único crucifixo na minha sala de aula durante a primária e secundária. Não me recordo, e não foi por esse sinal que me tornei católico praticante! Uma guerra ao nível das cruzadas por causa dos crucifixos nas salas de aula, de um colégio católico? Não, das escolas públicas. Tanto de um lado como do outro, há exageros: parece me que o resultado do Banco Alimentar é mais importante como ponto de partida de reflexão social. Temos de andar sempre com símbolos para nos recordar do Redentor e da seu Sacrificio? Do lado católico/crente existem preocupações piores: a educação, a formação nas famílias, que famílias temos depois de tantos séculos de evangelização? Uma família que é testemunha da fé e que transmite aos seus que o mundo é feito de pessoas diferentes e que é na diversidade que caminhamos em sociedade? Que por isso não temos crucifixos nas salas de aulas mas que podemos aceitar que as meninas muçulmanas usem o véu ou os meninos cristãos usem um crucufixo de prata ao pescoço? Isso seria a grande pergunta, porque o que vemos nas nossas famílias? Um grupo de gente que come, dorme e ganha dinehiro para sobreviver... e nem só de símbolos vive.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Perigos para a sociedade

Dentro da parafernália dos media acerca do dito documento do Papa, há várias considerações a fazer e reptos até para a própria sociedade:
- o documento diz respeito à vida da comunidade católica
- a pedofilia não pode ser comparada à homossexualidade (senão a percentagem dos pais que abusam das filhas dentro do casamento são homossexuais escondidos?). Esta é a parte grave do documento, não será com estas determinações que se limpará a cara da Igreja. Os pedófilos são também heterossexuais.
- o documento não deve rebaixar a condição da dignidade dos homossexuais na sociedade cilvil e não deve dar azo a caça às bruxas, coisa que não queremos repetir.
- Há vários níveis de participação na vida eclesial e com esta nova determinação o que vai acontecer é a falta de participação por membros válidos e bons que são homosexuais; por vontade própria? parece me que será por mesquinhez da própria comunidade ou de alguns memebros demasiado viris!
- Será que é isso a pretensão deste documento? Purificar também a comunidade cristã dos pecadores inveterados?
Acabo este texto voltando a fazer fé nas palavras do Senhor, que estará até ao fim dos tempos e que veio para os pecadores e não para os sãos.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Será a altura de mostrar a verdadeira face?

Vai mostrar a verdadeira face, nestes próximos dias? O que me parece importante ou terrível são as consequências sociais nos países católicos! Porque na nossa casa podemos por as restrições que quisermos!
A única coisa que nos dá força é que os sacramentos continuaram a ser sacramentos e Ele cumpre a sua promessa de ficar connosco.

segunda-feira, novembro 21, 2005

A árvore

Uma inauguração que permitiu festa na baixa que tão abandonada anda!!! Parecia um milagre no sábado à noite, muitas famílias a passear à espera da luz. E tudo correu com a distinção habitual do Millenium BCP e do seu presidente Paulo Teixeira Pinto.

Chuva....

Cai do Céu à terra... mas também não tanto! Desde das 6h00 de Sábado até hoje sem parar! E ao som da saudosa música da Madonna "Rain" parece o começo de um filme; mas que não seja o "Dia depois de amanhã"!.

sexta-feira, novembro 18, 2005

memórias


Hoje é dia de memórias na Expo! Reviver as músicas do passado, com os Village People e Bonie M. Vai ser um frou dos quarentões!

In a quest

Continua a demanda, embora tenha começado à pouco tempo! Uma casa nesta selva carnívora dos preços enlouquecidos e das àreas diminutas! Que fazer? Ir morar para fora? Sinceramente não me apetece! Mas, o facto é que assusta a situação imobiliária aqui em Lisboa!

quinta-feira, novembro 17, 2005

Tempos da fogueira


A indignação corre no ar françês, no meio da cidade da luz. Por causa, vamos imaginar, dos direitos humanos vandalizados? Não, porque o governo quer manter um "estado de sítio". Ora vejamos, é um capricho do governo porque quer mostrar o seu poder ou oprimir mais fracos?!
Não por querer manter a ordem, harmonia e defender os mais fracos. Ou seja, os idosos, as crianças, os lugares de culto e, por fim e por estranho que pareça, os seus próprios concidadãos.
O que vimos nós arder? Sedes do governo, esquadras ou quartéis? Não, foram os mais fracos, a saber; infantários, igrejas, mesquitas, e por pouco idosos. Estes são os alvos dos bárbaros que afligem a laica frança. E, há quem não seja a favor da expulsão?

terça-feira, novembro 15, 2005

À procura...


Oficialmente procuro habitação, apartamento ou piso!!! Para arrendar já se percebe e, se possível, com um preço acessível porque assim tudo pia fino! Valha-me a Senhora do Carmo.

Leilão para uma boa causa

Vai se realizar o leilão para angariar fundos para a Associação Raríssimas, no dia 22 de Novembro pelas 18h30 no Palácio da Independência de Portugal. Vale a pena quando a alma e a causa não são pequenas.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Madonna - A Senhora mais brilhante que o Sol


Foi uma emoção só ver meio milhão de pessoas, portugueses, cidadãos (homens, mulheres, idosos, jovens, ricos, famosos, governantes e pobres especialmente) a rezar pelas democráticas e laicas ruas da capital. A realidade é, bem outra, diferente do que pensam as cabeças intelectuais. Mas, não é triunfalismo, é a fé de um povo!!! Isso é diferente, pois o triunfalismo é sempre só de uma classe ou porção! A luz da Senhora invadiu Lisboa.

madonna


Bem, sou suspeito porque gosto bastante da dita! O seu novo album é algo de novo/diferente! Parece um sonho Disco mas acaba em algo diferente. Gosto mas não deliro.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Coisas que vale a pena ir ouvir


Faço já propaganda de dois "concertos" na Igreja de São Nicolau:
- 3 de Dezembro à noite a Capela Real com Orquestra e Solistas para interpretar obras dos Scarlatti e Pedro Avondano
- 6 de Dezembro às 19h00 pelo Coro Ricercare a primeira audição no contexto da Missa de festa do padroeiro, da missa de Gonçalo Lourenço. Este jovem compositor produziu esta obra para ser utilizada nas festividades na Paróquia de São Nicolau (Baixa de Lisboa). Será a primeira obra interpretada na celebração eucaristica desde do séc. XIX. É a tentativa de reconciliar a música contemporânea e a liturgia católica.
Vale a pena....

Modernices

"Não há nada mais perigoso do que ser-se demasiado moderno! Corre-se o risco de rapidamente se ficar antiquado" Oscar Wilde

We are family


"A família não passa de uma pandilha de gente aborrecida, gente que não sabe minimamente como viver nem quando morrer" Oscar Wilde

quarta-feira, novembro 09, 2005

A vida faz pensar...

O que nos faz mover? O que move a história de cada um e do Homem? O que faz perseguir sonhos colectivos ou pesadelos, e que empurra gerações ou sociedades inteiras na procura de algo? Nunca sabemos para onde se movem as pessoas. Olhando a nossa velha e sábia europa, temos que ficar embasbacados perante a violência na Gália. Como se podem mover tantos para actos de vandalismo e predação! Como reagir? Defendendo os mais fracos, bens e monumentos da sanha virulenta da destruição fácil. Punindo para não se cair na sensação de impunidade, não é a força do meu braço ou a quantidade de armas fáceis que faz melhor que outros ou donos dos outros.
Nunca mais a lógica do mais forte, pois isso conduz à verdadeira idade das trevas.

terça-feira, novembro 08, 2005

a folhear revistas...

Revistas do chamado país cor de rosa! E lá fora, em terras da gália, domina o fogo e o terror!

Casas e casas

Dá gosto ver mas não sei se serão mesmo assim! www.studioresidence.pt

segunda-feira, novembro 07, 2005

Cidade da Luz


Paris está a ser a cidade da luz mas não pela força da razão clara e iluminada. A cidade da liberdade e dos valores republicanos esta iluminada pelos fogos dos motins. Não esperemos pela intervenção clara da Razão aparecida em pessoa nem da Luz do Alto.
Tudo o que se passa é mão do Homem, que agrava entre si as barreiras sociais e vive aparentemente em liberdade.
Todos os problemas sociais da imigração, das ex-colónias e da abertura facilista da europa vão brotar como um geiser incontrolado. E, quando acontecer, a razão vai iluminar?

Relíquias...


O que são relíquias? Bem, no nosso imaginário são recordações palpáveis de quem já não respira como nós e partilha o nosso vale de lágrimas. E, sempre as houve, e sempre as haverá. Sejam partes do corpo ou autógrafos.
No Sábado, chegaram relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus para dar início ao Congresso Internacional da Nova Evangelização em Lisboa. Esta menina impressionante ( de vida curta mas cheia) é a padroeira das missões.
Espero que seja um momento de rejuvenescimento da nossa igreja e não um conjunto de velhas "relíquias" empoeiradas.

Uma voz que embala a vida

No CCB escutamos uma voz que embala a vida. Num leque variado, Mafalda Arnauth deliciou e encantou a vida que parava naquela sexta-feira para escutar a música e a sua pessoa. Canta como vive, de maneira agradável e apaixonante.
Valeu a pena, e vale escutar as suas últimas intervenções. No fado e no novo fado!

sexta-feira, novembro 04, 2005

Acabou a festa...

Acabou e já não será notícia! É, assim, que passa a glória do mundo... o Hoje já traz outras coisas como os actos de violência nos arrabaldes de Paris ou a visita do Princípe Carlos aos EUA. Tudo passa...
Uma última referência aos EMA da MTV: A Madonna continua em boa forma mesmo com os 40 anos.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Boa Música também amanhã


Amanhã podemos saborear todos os sons e sonoridades da voz de Mafalda Arnauth! No CCB às 21h00, a sua voz ergue-se no meio da capital adormecida pelos prémios MTV.

Festa da Músicae não só

Voltamos a felicitar a equipa da MTV pela produção deste evento! Festa da música,, do show e das estrelas! Queria tanto ver a Madonna, outra vez! E se fosse ao pé? Melhor, mas não vou revelar detalhes da rainha do pop. A única coisa que se pode desejar (da parte de quem não vai) é que corra tudo pelo melhor.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Tempo de santos e defuntos

Primeiro e segundo de novembro; tempo de santos e defuntos! Memória, em Lisboa, da desgraça de 1755 e para muitos idas aos cemitérios.
Interessante como na experiência humana a vivência ou o desejo do melhor está ligado a um futuro próximo ou vindouro. O bem total experimenta-se com a morte e o tempo que há-de vir é sempre melhor.
Tempo de santos e defuntos!