terça-feira, janeiro 17, 2006

Nunca Mais


Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser.
Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.

Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser.

Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência.
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.

(Sophia de Mello Breyner)

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Receios e Fobias sociais 4


As minorias!
Não vou aqui escrever o que é uma minoria nem que não existem; mas o seu posicionamento na sociedade mostra a nossa sociedade: onde a individualidade esmaga o sentimento e olhar conjunto. Porque mesmo a velha revolução francesa não esquecia que um povo é um povo e uma nação é uma sociedade onde a parte contribui para o sucesso do todo.
Isto foi esquecido por anos de liberalismo e capitalismo exacerbado e pela lógica perversa do lucro pessoal. A minha realização não pela sociedade e a minha voz deve gritar mais alto que todas: mas isto não é justiça nem base para uma minoria se valer. Uma minoria vale pela maneira como na sua diferença caminha na sociedade e com a sociedade. Não anulando nenhuma delas; valor precioso é a liberdade vivida num grupo. A liberdade não é algo de solitário e egocêntrico... tudo isto só pode gerar neuroses e comportamentos limite: "Eu sou dono do meu corpo" ou "Faço o que quero para chegar à minha meta pessoal". Mas, isto será o fim da sociedade ocidental. E a pobre trilogia da Revolução terá sido enterrada e sacrificada nas aras da Liberdade pessoal.

Frase solta numa segunda-feira


Figuras que nos marcam mesmo sendo teatrais! A frase de Sherlock Holmes na boca deste grande actor:
"life is a common place!"

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Sexta-feira 13

Sexta-feira 13, Lua cheia ... dia de euromilhões! Que feliz combinação.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Uma morada que vale a pena conhcer


No caso de algum problema ou conflito com empresas, serviços etc deixo uma morada e contactos que são preciosos:

Centro de Arbitragem de Conflitos e Consumo de Lisboa,
Rua dos Douradores, nº 108-2º
1100-207 Lisboa
Telefone: 218 807 030
Fax: 218 807 038
Mail: juridico@centroarbitragemlisboa.pt

Frio imenso que cobre


Frio imenso que cobre o nosso território e as nossas mentes. Em breve, seremos governados por uma bruxa fria como nas crónicas de Narnia? Não sabemos, porém sentimos o toque frio e gélido da incerteza. Manhãs de sol radioso pagam-se caras no inverno.

Caminhos do teatro

A peça "Menino & Moço" vai para terras do Norte, depois de um sucesso aqui em Lisboa. Pequenos esforços na tentativa de não deixar morrer a arte cénica em Portugal Vale a Pena ver!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Garrett Café Bar


Um sítio português na revista "Wallpaper" com direito a elogios! Parece bem para a expansão da economia... afinal não somos tãos desconsiderados. http://www.wallpaper.com/travel/1083

Receios e Fobias sociais 3 - reserva


Tudo o que foi dito no anterior post, tem de ter uma reserva: o fenómeno do treinador que parece a rã da fábula. E como se não fosse suficiente, um filme com direitos de estrela mundial (como se o mundo fosse algo de grande)! Será inveja? Não me parece, pelo menos da nossa parte; pois, não é nosso sonho "reinar" pelo controle de uma bola, ter um ar inchado, ser flatuente na verborreia e no aspecto.
Mas, cansa a imposição do exemplo da arrogância! Tantos e tantas, portugueses, que lá fora marcam pontos... a investigação científica e as artes. Mas, isto é resultado do Mundo, um dos inimigos da alma (chamado também de deslumbre) que recompensa as rãs inchadas e deixa passar os touros.

terça-feira, janeiro 10, 2006

A Urbe treme...

A Urbe treme e não por cuasa das presidenciais!
Trememos ontem por volta das 16h00 e voltámos a tremer pela uma da madrugada!
Vale a pena, estar prevenido sem dramas; mas, pequenos abalos devem ter acontecido milhentas vezes, porém não havia "medidores".
O melhor é andar bem confessado com a consciência e com Deus!

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Recordações...


Uma peça de museu da nossa "divina" Sarah Brigthman, "I lost my heart to a starship trooper" com um videoclip monstro!!! Isto nos anos setenta, deixo o site da letra: http://www.xs4all.nl/~josvg/cits/sb/singles/starship.html

Coisas estranhas na nossa Capital


Eu sei o que fazem umas baias da CML à volta do prédio do Saldanha Residence! Mas, estarem lá postas ao calhas, há mais de dois anos? Parece impossível! Porém é verdade: estão para proteger as pessoas de "coisas" que caem do prédio. Há dois anos? E obras? Vão começar, dizem...

Figuras esquecidas


Não vou fazer mais barulho pela perda da Casa do meu saudoso Almeida Garret; já é tarde e vão. Porque a economia e o lucro vinga sobre tudo e todos; o verdadeiro loby que ninguém quer atacar.
Quero falar de Frei Manuel Cardoso; um esquecido músico do séc. XVII e umas figuras mais marcantes do nosso panorama musical. Compositor de esquerda e direita (perdoem-me a comparação coxa e anacrónica), de Filipe e de D. João IV marcou toda a Península Ibérica. Durante séculos obnubilado pelas preocupações mundanas lusitanas, nunca foi esquecido na protestante e fria Inglaterra.
No Sábado, na Igreja de São Vicente de Fora, foi o lançamento dos 3 CD's da sua obra conhecida. Um repertório excelente e um coro estupendo foram eco de grandes feitos, passagens biblícas e da liturgia católica. Só possível plea convergência de várias entidades privadas, da editora e do Patriarcado. E maravilha das maravilhas, a igreja estava cheia de participantes. Deixo referência à igreja que vale a pena visitar.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Receios e Fobias sociais 3

Um outro medo da nossa sociedade é não querer parecer português!
Fugir à imagem do pobre e ignorante ou da mulher vestida de preto portadora de um largo bigode, ainda se compreende. Mas, ter horror ao que é próprio passa por outras coisas estranha.
Querer mostrar um ar, porque passa tudo pelo mostrar!!! Um ar "sofisticado" e despreocupado como se fosse apanágio de outros povos ou culturas. Um ar já muito comercializado e standard. Porque ser português é mau, temos de ser cosmopolitas e estranhos.
Ninguém nega que no nosso pensamento existem restos de provincianismo ou pequenez mas que também é nossa virtude, a vontade de rasgar horizontes como em pleno séc.XV.
É de louvar a tendência de não fazer esquecer os nossos produtos nas caixas vendidas na loja da atalaia no Bairro Alto. Parabéns.
Hoje de manhã provei um pouco do estilo português que não deixa de ser eficiente, uma senhora trabalhadora do Metro; com um ar de senhora minhota e despachada atendeu muitos sempre com aquele ar sorridente de quem respirou ar do campo. Eficiente como gosta Bruxelas mas simpática como gostamos nós.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Tomates com sal...


É algo que me escapa; mas no fim é compreensível que seja um sucesso! A máquina de uma estação de TV e um grupo a encher-nos com a força toda que esta "coisa" é a melhor produção portuguesa. Promociona actores (?), modelos (??), bandas musicais (???), jogos de colchas e fábricas de tapetes e as mantas da covilhã, mais não sei o quê e os próprios "pensadores" daquele enredo estupendo só comparável aos melhores contos do nosso pequeno e desconhecido Eça.
"Tomates com sal" será a próxima quando os ditos "jovens radicais" estiverem idosos, então será a "3ª idade radical" ou as "férias da Universidade da 3ª idade". Ou melhor, "3ª idade rebelde".
De facto, crianças imaturas e adolescentes com mania de estrela até compreendemos que se entusiasmem com pseudo-representação mas adultos feitos, actores e "escritores"?

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Receios e Fobias sociais 2

Outra fobia é o horror à dor. Fuga do que teme e incomoda; encobrir as situações más e doentes e fazer de conta que nao existe. Mas isto é um mal: a vida é de facto, um mar de lágrimas e o rio de sofredores na humanidade é superior dos que aparentemente saem alegres deste mundo.
A própria existência é sentida como um peso donde não podemos fugir; fazemos o que não queremos e dizemos o que não devemos. Medo da dor que nos mostra a fragilidade.
Cobrir a cabeça não vale a pena pois sei claramente que vivemos e sofremos. Sei disso, e dessa experiência não posso fugir.
Por isso, tenho vontade de relativizar tudo e divertir-me; não me quero chatear. Para quê? Quando não nos dão valor... "have more fun".

Receios e fobias sociais 1

Há muitas e espero poder "postar", ou seja, escrever aqui (não é "arrotar postas de pescada") sobre algumas delas. Numa sociedade piquena como a nossa, existe uma fobia tremenda que é falar ou apontar os erros de uma especifica classe social ou trabalhadora, seja ela qual for. E porque? porque consoante o poder ou alcance da dita, tememos o seu grupo, corporação e reacção.
Falo de apontar limites e falhas; apontar limites ao trabalho dos juízes ou dos jornalistas. Porém, estes últimos mostram-se tão corporativos como acusamos os juízes. Num programa da 2, uma estudiosa da comunicação falava da escolha parca de comentadores políticos e ditos generalistas, ao que responderam em uníssono os representantes das TVs presentes em tom de desafio e ultraje. Olhamos as presidenciais, os acontecimentos mundiais, os nossos pequenos escandalos e pensamos o que? Que, de facto, somos todos tão pequenos que temos de defender os nossos pequenos feudos! Sem o mínimo pudor de percebermos que além de não sermos os paladinos da verdade sem a ela que queremos servir; importa a verdade? Ou a satisfação pessoal e a do povo?

terça-feira, janeiro 03, 2006

Porque neva nesta cidade?


Porque somos pequenos? Em parte, esta observação é certa. Três máquinas a cuspir uns flocos fracos de sabão plástico numa praça centralíssima da nossa urbe é ser pequeno. A culpa é da edilidade que não permitiu mais! Resposta pronta na língua de alguns.
Porém, a CML fez muito bem! Estamos habituados a que a posição social e o dinheiro compre tudo; assim, fazemos o plano, concebemos a estratégia e não dizemos a ninguém. Nem às autoridades competentes; de facto, vivemos num país pequeno.
Para o ano tentem competir em árvores e não em porcarias no ar.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Resoluçôes ou pontos de esforço


Novo ano, novos desafios?
Seja como for, decisões são sempre bem acolhidas: "have more fun" pode ser uma delas mas não chega! O que interessa é tomar decisões!

domingo, janeiro 01, 2006

2006 - o ano para enfrentar de frente


E atrevermo-nos! Esta música fica a minha "banda-sonora" para este novo ano. "Dare me " Pointer Sisters:

I've got a chip on my shoulder with your name on it -knock it off.
So don't just stand there foolin' if you don't want it -knock it off.
I say you're either a lover or you are a liar.
So don't you push too hardyou're playin' with fire.

Baby
make your move
step across the line
Touch me one more time
come on
dare me !


I wanna take you onI
know I can't lose
I'll be loving you if you just dare me.
Looks like you're lookin' for trouble

And I'd say you found it - you found it.
You'll have to come right through me
There's no way around it - you found it.
I hope that lean hungry look means what it's saying.
'Cause I'm just sittin' on readyready and waiting.

Baby
make your move
step across the line. . .
Come on and dare me.

If there's any truth behind your intentions
This night's gonna end up on fire - you better believe it.
You better believe itoh baby.
Ohdare me
dare me
dare me.
Babymake your move
step across the line. . .