sexta-feira, setembro 30, 2005

Saborear a Vida


Faz parte dos dons que nos são dados! Saborear os momentos dérmicos e epidérmicos; os sons, os sabores, os gestos e os cheiros. Não é um materialismo edonista mas um reconhecer os dons a cada momento; um gesto ou uma conversa, uma vista que nos abre a alma. Os antigos falavam de reconhecer o criador nas criaturas; mas, de facto, olhar com tempo e com poesia de alma lavanta-nos a alma que tão rebaixada é no dia-a-dia.
Faz-me tremer em pensar que há imensa gente sem esta poesia de visão, joie de vivre, pois a virtude sem esta alegria é puritanismo seco e estéril.
O meio é a matéria; o meio de abrirmos a alma é pela matéria! Nisso a lógica fria e racional (nada latina) perde porque nela a meditação e o pensamento bastam. E não é bem assim...

quinta-feira, setembro 29, 2005

Os anos dourados

Dourados pelo outono da vida... fui visitar o lar pertencente à minha freguesia! Onde esteve por mais de 20 anos a minha avó. E de facto, mais visitando este lugar mais me lembro como é difícil o envelhecimento.
Gente agradecida pelo lar; embora, os cuidados familiares soubessem melhor! Ou talvez, não.
São anos dourados mas pelo sofrimento, pela vida afinal! O deslumbre e as luzinhas não nos devem fazer esquecer a grande verdade... construimos agora o futuro: para nós velhice mas para os que hão de vir uma vida aberta às possibilidades.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Sophia...

O Vidente

Vimos o mundo aceso nos seus olhos,
E por os ter olhado nós ficámos
Penetrados de força e de destino.

Ele deu carne àquilo que sonhámos,
E a nossa vida abriu-se, iluminada
Pelas imagens de oiro que ele vira,

Veio dizer-nos qual a nossa raça,
Anunciou-nos a pátria nunca vista,
E a sua perfeição era o sinal
De que as coisas sonhadas existiam.

Vimo-lo voltar das multidões
Com o olhar azulado de visões
Como se tivesse ido sempre só.

Tinha a face voltada para a luz,
Intacto caminhava entre os horrores,
Interior à alma como um conto.

E ei-lo caído à beira do caminho,
Ele - o que partira com mais força
Ele - o que partira pra mais longe.

Porque o ergueste assim como um sinal?
Pusemos tantos sonhos em seu nome!
Como iremos além da encruzilhada
Onde os seus olhos de astro se quebraram?

Mundo Cultural e Global

Vale a pena conhecer o site do projecto do Forum Cultural Mundial www.forumculturalmundial.org . Para quem gosta da sua e das outras culturas; e proteger a herança da humanidade.

Estranha dor na alma

Passados muitos anos e sempre pela vida fora, existem estranhas dores na alma! Embora também as saibamos relativizar: mas, de facto, magoar alguém que se gosta é uma estranha dor na alma.
Estranha porque não sabemos explicar como nos doi e como curar; esperemos que um gesto ou uma palavra tudo mude. O tempo diz que ajuda mas a dor permanece até vermos o sorriso. Quero ver o teu sorriso, a coisa mais linda do mundo para além do narizinho de família.

Há algo de deprimente...

Em ver colocar já enfeites de Natal nas nossas ruas; decerto que o trabalho tem de começar cedo mas já antecipa a melancolia e nostalgia do inverno e Natal. Os últimos meses do Menino...

Volta o deslumbre como um carrossel

QUINTA-FEIRA, 13 DE OUTUBRO
17h30 – VERNISSAGE NIKE 18h15 – Story Tailors 19h15 – Ricardo Dourado LAB 21h00 – Lidija Kolovrat 22h00 – Dino Alves

SEXTA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO
17h00 – Alves & Gonçalves (OFF LOCATION) 19h00 – Aleksandar Protich LAB 20h30 – Miguel Vieira 21h15 – Alexandra Moura 22h15 – Lion of Porches

SÁBADO, 15 DE OUTUBRO
15h00 – Lara Torres LAB 16h00 – Osvaldo Martins 17h00 – Katty Xiomara 18h00 – Cheyenne 19h00 – Pedro Mourão 20h00 – Maria Gambina 21h00 – José António Tenente 22h00 – Ana Salazar

DOMINGO, 16 DE OUTUBRO
15h00 – AForest-Design LAB 16h00 – Lanidor 17h00 – Luis Buchinho 18h00 – Anabela Baldaque 19h30 – Nuno Baltazar

terça-feira, setembro 27, 2005

verdades difíceis

O conhecimento da desgraça humana é difícil para o rico, o poderoso, porque o mesmo é quase invencivelmente levado a crer que é alguma coisa. É igualmente difícil para o desgraçado porque o mesmo é quase invencivelmente levado a pensar que o rico, o poderoso é alguma coisa.
Mais umas palavras sábias de Simone Weil

Mãe só há uma...

De facto, mesmo com todas as condicionantes só podemos agradecer às nossas mães! Obrigado, mãe!
O sentimento das mães pelos seus filhos ultrapassa qualquer que se conheça, embora também haja excepções à regra da vida. Mas, pela parte que me toca mãe é mãe!

segunda-feira, setembro 26, 2005

Palácio de Santa Catarina


Onde está instalado o lounge da experimentadesign! Onde a matéria é alimentar e meio de satisfação quase total... um espaço estupendo com uma vista soberba com um serviço que se iguala à qualidade do que nos é apresentado à mesa!
Um serviço digno da Maria Antónia e do Paulo, como seria de esperar! Um sítio onde todas as preocupações calóricas se desvanecem... perante uma fatia do exemplar bolo de chocolate. Palavra de um cliente assíduo. O brunch promete (ao sábado e ao domingo); espero que a edilidade seja breve em permitir que o horário se prolongue. Beijos e abraços aos proprietários que são espectaculares.

Aqui estou eu a escrever sobre o fim de semana...


Não é coisa usual falar sobre a minha vida; mas este fim de semana foi extraordinário! A companhia foi óptima, a conversa estupenda, a venda melhor eheheh
Teresa, espero que tudo corra bem com os "pregadores"! Gostei muito de te conhecer... aos amigos de sempre não há nada a dizer senão os olhares de cumplicidade e sorrisos! Luísinha, não percas a Esperança; naquilo que acreditamos. Ajudaram-me muito neste dois dias!
Viva Lisboa, Viva a experimentadesign, Viva a Mariana, Viva a Maria Antónia e o seu bolo de chocolate (o pior vem aí, no ginásio), Viva o lux, Viva o restaurante indiano e viva para os ... pregadores que nos uniram neste fim de semana.

sexta-feira, setembro 23, 2005

revoluções?

A palavra ''Revolução'' é uma palavra pela qual se mata, pela qual se morre, pela qual se mandam massas populares para a morte. Mas que não tem nenhum conteúdo.
Simone Weill

Desculpem, mas há gente com cara de pau...


Hoje na imprensa aparecem várias figuras da nossa praça, revelando uma cara de pau descomunal dizendo que os reality shows não são assim tão reais. Gente com lugares na comunicação social a dizer isto. Avisam-nos, com ar paternal, que são basicamente grandes construções da produção! Isto ou é para rir ou para nos chamar de estúpidos. Ou elevar-nos à condição de burros...

quinta-feira, setembro 22, 2005

Black is back


Uma frase que, porventura, para os estrangeiros tem muita razão de ser, porém para nós, portugueses não é estranha! Nós ainda usamos muito preto na roupa. Vejam, quem anda, no metro as cores predominantes.

Só mais duas frases de Simone Weill

Da minha leitura "espiritual":

  • "É preciso ser assim ou amar a Deus ou deixarmo-nos vaguear pelos pequenos males e pequenos bens da vida quotidiana"
  • "O grande erro dos marxistas e de todo o século XIX foi o de ter acreditado que, caminhando a direito, se subia pelos ares"

edição portuguesa do Relógio d'Água

Várias considerações numa quinta-feira

Será da minha visão defeituosa (míope e astigmático) ou esta realidade portuguesa está mesmo mal cuidada?
  • Quem é Fátima Felgueiras? A Messias dos meios de comunicação social, que os veio tirar da estagnação habitual do quotidiano português que nesta altura, pelo que se vê, tem pouco para noticiar. Ela vai ser a super-mulher, a vilã e por fim, a presidente de Câmara de lá daquele sítio. E entretanto, uns senhores cuja linguagem não entendemos e não vivem na nossa realidade, vão afirmando a legitimidade ou não da sua detenção ou seja lá o que se chama.
  • Os debates dos candidatos autárquicos são pavorosos. A troca de palavras dos candidatos por Lisboa assustadora (com direito a "Tubarão II"), dos candidatos a Oeiras vergonhosa e ao Porto passou por ser um debate de pessoas. Cuidado, depois queixam-se do nível dos cidadãos e de que desistam de votar.
  • O dia sem carros? Que é isso? Quem adere? Acusam de ser um dia para lavar a consciência mas esquecem-se que necessitamos de dias excepcionais para nos lembrar de certas coisas. Aí, na questão da memória e da "celebração" dentro da história de um povo, há instituições que ganham aos pontos os políticos actuais e modernos. Tristezas porque o que nos move mesmo é a economia, o petróleo e os rabos de palhas. Enfim, a liberdade a escoar-se....

quarta-feira, setembro 21, 2005

Os erros, os limites...


Tal como na nossa vida, a caminhada social de um estado ou país tem que contar com os erros. E, também, com os seus limites. No caso de Portugal, vai contar com um erro que é a despenalização do aborto (porque vai ganhar num referendo futuro), tem de encarar e conhecer os seus limites (quando falamos da tolerância social, das expressões de ignorância como a manifestação de sábado passado, ou o povo que consume vorazmente os programas merdosos da TV e que cultiva a "tuguice" boçal), tudo isto para continuar a caminhar em liberdade.
Tal como na nossa caminhada pessoal, encarar os erros e limites ajuda-nos a ultrapassá-los se não for agora, num futuro próximo e a melhorar a nossa passada para um lugar melhor. Este discurso não pega na política e por isso, dou graças a Deus por não ser político. Pois, eles têm de defender a sua "dama" sem olhar ao discurso e usar uma linguagem vazia utilizando sintagmas vazios e frases alheias à nossa vida.
Caminhar na liberdade e na dignidade, e olhar os erros e limites (não escondendo e aprendendo com eles) para os poder ultrapassar. Pois a consciência dos erros não é imediata para nós e então para uma sociedade demora bastante... mas chega lá.

Exilados


O panorama político da nossa "casa" portuguesa é cada vez mais fedorento. A palavra não é branda mas é para explicar os cheiros que exalam de um corpo morto e em decomposição: tal como este, a política actual está-se a desmembrar ou total defecção dos seus membros ilustres e razoáveis. A sua não-linguagem (político-jurídica) é vazia, fora da realidade e esconde-se em jogos de linguagem para não ferir este ou aquele. Tal como um corpo morto está sem movimento e força, a política está sem presença na realidade. A morte ou a vida; valores ou não valores escondem-se em linguagem legislativa, anacrónica e vazia de conteúdo.
Ao apelar para valores podemos correr dois perigos: ou do totalitarismo ou da fuga da realidade. Nenhum deste postulo: os valores não são universais ao pnto de abarcar todo o ser humano, afirmam alguns. Porém, o que vemos na sociedade é um lodaçal sem valores. Viver em sociedade "polis" ou "civitas" necessita ou não de valores? Claro que sim! Isso até os romanos sabiam e esses durante largos anos não eram totalitaristas. Na liberdade e na dignidade oferecida a todos e todas, necessariamente precisamos de valores pelos quais a própria democracia lutou: é normal que sociedades inteiras lutem pela liberdade e pela dignidade e agora, meçam (cinicamente sob nomes esterilizados) quando é morte ou não? Um feto tem menos direitos que um cão?
A Vida, valor que superintende todos os outros, é avaliada com que critérios? Legalizar ou despenabilizar, neste caminho são meras palavras porque "não te prives", faz o melhor para a tua vida e sê o dono do teu destino.
De facto, os antigos (sem citar cristãos, porque não é politicamente correcto e estão cheios de preconceitos) iam se rir destas presunções. Quem é dono do seu destino? Quem é dono da sua vida?
Os políticos falam. tranverberam, fogem dos valores porque moralizam mas apelam para os valores da república (onde estão?). De facto, uma política assim não interessa e põe em perigo um bem grande que é vivermos em liberdade. A liberdade não é fazer o que se quer, ou pior fazer o que acho que é bem. A liberdade sem valores de referência vai morrer cega (porque tal como a tirania, ela pode ser cega) e sem que ninguém a queira. Os exilados voltam, a linguagem é dúbia, as pessoas confusas, a economia fraca, as forças de segurança elevam-se, Deus nos livre da tirania. Mas, a democracia cega também é tirania de alguns...

terça-feira, setembro 20, 2005

Apagamento


Deus deu-me o ser para que lho entregue. É como uma dessas experiências que se assemelham a armadilhas e que lemos em contos e histórias de iniciação. Se aceito este dom, torna-se mau e faltal; a sua virtude mostra-se pela recusa. Deus permite-me existir fora dele. A mim cabe-me recusar esta autorização.
A humildade é a recusa de existir fora de Deus. Rainha das Virtudes.
"A Gravidade e a Graça" Simone Weill

segunda-feira, setembro 19, 2005

E o torneio?

O torneio de Paintball em prol da Associação Raríssimas correu bem! Muitos adeptos e com vontade lutar, ganhar e repetir! Lisboa estava absorvida com outros interesses e, isto, passou despercebido!
Esteve quem pôde e quem o desejou. Algumas personagens conhecidas do público juntaram-se ao esforço; Diogo Morgado, Maria Duarte, Pedro Reis, Pedro Alberto, Modelos da Elite Models que "deram a cara" pela causa. Nós, os anónimos, tentamos fazer algo... as contas não são nossa!

Cem anos...


Parece que, ontem, se fosse viva, Greta Garbo celebraria cem anos de vida! è bom voltar a ver os seus êxitos e como soube administrar a sua fama, obra e talento! Retirou-se, como uma grande senhora para ser recordada como uma estrela e lenda viva! "I want to be alone"
Ver o clássico da "Cristina da Suécia" recordou-me a história de vida dessa grande mulher do Séc. XVII; por amor e pela fé abandonou o trono da Suécia e abriu caminho aos Carlos Gustavos. Convertida ao Catolicismo não pude governar a Suécia; foi viver para Roma, acolhida pelo Papa Alexandre VII em júbilo e aí morreu. O seu Corpo descansa em São Pedro; o único de uma mulher naquele lugar. Mulher esclarecida, inteligente, fazedora da paz onde todos queriam guerra e amante das artes e filosofia (chamou Descartes a visitar a Suécia). Uma mulher de armas que deveria ser alguém muito semelhante a esta actriz. Distantes os tempos e longe as comparações, existem figuras fortes mas livres que o tempo não arrebata.

domingo, setembro 18, 2005

Nem escapam os grandes...

Como é possível o Millenium/BCP ter aquele tipo como principal foco da campanha nova? Ou seja lá o que for? Só falta a britney ser imagem da colecção do Valentino ou da Cartier... é símbolo de quê?

Manifestações e ousadias

Tudo começa ou acaba numa manifestação! Seja anti ou a favor! Com esta manifestação ridícula onde ninguém sabia verbalizar coerentemente as "razões da sua esperança", e quando o faziam era todos mentalemente retardados; começa-se a ter a ousadia de verbalizar coisas que antes somente se pensavam. Porque, ninguém se reve naquela gente mas muitos e muitas pensam o mesmo! Não nos enganemos... o mundo nem é rosa nem um conto de fadas e o coração do Homem é facilmente corruptível! Facilmente cai no ódio e na irracionalidade! Dias virão... que as ousadias são muitas! E a liberdade e dignidade (que andam de mãos dadas) serão as primeiras a desaparecer!

quinta-feira, setembro 15, 2005

Símbolos, sinais, memória e coisas afins


Saímos da era das trevas e entramos, por fim, na luz! A luz (promessa milenar e pluri-cultural) símbolo da vida, da verdade e do bem; permite ler a vida, o quotidiano, e embora muitos gostem da noite necessitam da luz! Mas, a vaidade humana, o deslumbre e a capacidade de ser esquecido levaram nossos antepassados a classificar a época depois do Séc. XVIII como a era da luz onde todas cegueiras seriam curadas e ultrpassadas: vã promessa e tola!
O que acontece não é uma época de luz e conhecimento mas o parvo e pequeno igualitarismo quase mimético! Seremos todos iguais e totalmente "puros" como se de um laboratório se tratasse. Não seremos nem brancos nem europeus nem africanos nem japoneses nem muçulmanos nem hindus! Debaixo da farda/fato e gravata seremos todos alguma coisa amorfa sem cultura e desenraízados!
Assim, a cruz vermelha nunca mais será cruz vermelha nem o crescente vermelho o será! Porque dizem as pessoas asépticas não podemos mostrar as nossas diferenças! Dos seus gabinetes asépticos tremem perante as diferenças que fazem a verdadeira sociedade democrática! A revolução francesa, a revolução dos cravos e a sexual devem estar arrepiadas; porque geraram estas figuras asépticas que fogem à luz da verdade. Preferindo a caverna platónica da "pureza" quase industrial!
Em breve, teremos um chip com um número rotulados de saudável ou não e usando a mesma farda; pois, não podemos a bem de uma sociedade pseudo-iluminada nos distinguir e destacar do meio da multidão! Seremos membros de uma sociedade que não é capaz de viver com a sua memória e história. Onde os símbolos são banidos porque não se quer enfrentar a diferença. Seremos, nós, na Europa uma sociedade sem consistência, "clean" e um dia, os mais novos vão querer ser algo e vão ter que procurar fora razões para acreditar num projecto de vida.
Quem me lê, sabe que não sou de lobbys. Porém, há uma grande má vontade contra a nossa herança judaico-cristã.
A vida castiga-nos da pior maneira; abrindo-nos os olhos para a merda que fazemos. Mas, o mais ultrajante é quando queremos ser cegos e votamos cegamente.

P.S. Deveras interessante que a decisão tomada acerca da cruz tenha sido tomada na Festa da Exaltação da Santa Cruz.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Terra de promessas...

Belém será uma terra de promessas... não esqueçer o torneio de Paintball em Belém, nos jardins. Vai reverter à favor da Raríssimas e conta com a nossa presença para assistir pelo menos! Dar a conhecer é muito importante. O grande drama é a ignorância; uma senhora que gera filhos medonhos.

Um mundo às cores...


Nós vivemos num mundo às cores; seja na realidade seja na cabeça de muita gente! Um mundo em que há pretos, brancos, amarelos, rosas e vermelhos e afins. Um mundo fácil de distinguir quem é quem, onde o sol poe a descoberto tudo o que vivemos! Onde sabemos quem é bom e quem é mau. Um mundo que, por incrível que pareça, vive de luz e sombra; onde existe sempre a possibilidade e evidência de uma conspiração perpetrada por lobbys sempre presentes embora aparentemente ausentes.Um mundo que é um campo de batalha, onde não há lugar para os titubeantes; onde devemos tomar parte sempre do bem; facilmente reconhecível, com as pessoas de bem, normais, saudáveis e equilibradas socialmente (à luz do sol que é sempre muito importante). Neste mundo, como dizia há sempre lobbys: religiosos, maçónicos, políticos, culturais, raciais e pasme-se sexuais. Tudo neste mundo, para quem não sabe se move por lobbys. Seja para vender apartamentos, seja para difundir filosofias perigosas e destabilizadoras da sociedade. Estes lobbys são o motor da sociedade: reflectindo a maneira de operar de toda a gente que pensa em lobbys.E o meio supremo desta difusão é a TV: onde todos os lobbys se concentram qual colmeia de males. Este é o nosso mundo às cores: onde lobbys se defrontam tendo as pessoas, nós, como vítimas silenciosas. Um mundo onde tudo se marca nas sombras; onde em cada esquina os lobbys pululam e tecem teias de armadilhas.
Tendo em conta o preâmbulo: entendemos o medo de alguns para com programas accionados e despoletados pelo negro lado da sociedade.
Muita reflexão se pode fazer:
O perigo de considerar ainda a homossexualidade como doença (que grande epidemia que por aqui anda)
O próprio uso da TV; pois, os programas em causa são a horas em que os cuidados dos pais/educadores deveriam ter mão nas suas crianças. Coloca-se o problema da relação entre pais e filhos, o tempo dado a isso e como se disciplina o tempo dos adolescentes e crianças junto da família. Ataques à família? Vejamos como ela própria se pode consumir. E é de facto, o seio onde se pode aprender desde tenra idade os valores da dádiva, da gratuidade, do respeito e da aceitação do próximo. Serão conceitos abstractos? E pouco cristãos? Será a saída para a má TV, em plena sociedade democrática.
Há má TV. O problema deve ser atacado; os exemplos e imagens são profícuos: desde do sapo e pinguim que se peidam e arrotam (imagem de marca do homem português?) ou o programa execrável que testa fidelidades. Bem, se calhar a imagem de mulheres nuas a rebolarem com outros na cama e pancadaria em palco é melhor que mostrar homossexuais? È mais normal?
Coloca-nos vários problemas esta sociedade de cores. Para todos aqueles que saem em defesa dos seus filhos, temos que relembrar que é melhor conhecer pela TV do que mais tarde, aprender com tios, primos, amigos e conhecidos a formar família (e numerosa), não ter relação afectiva com a esposa (só para procriar) e depois ir buscar homens/rapazes ao parque ou visitá-los em casa montada por eles. Vejamos o que é melhor para a consciência pessoal?
O problema tem uma raiz profunda e não meramente nas cores; como sabemos sempre para nós o pecado mora ao lado. Nunca somos nós; e na sociedade das cores, é mais fácil rotular, ter medo e abafar os que são de cor diferentes. Ridícula discussão quando o nosso país passa pela crise que passa. Ridícula autorização do governo civil e ridículas as caras que aparecem a defender a masculinidade como “fait-diver” exterior.

terça-feira, setembro 13, 2005

Contas feitas...

Contas feitas à vida, começamos a pensar o que a faz valer a pena! E uma delas foi o que demos de nós aos outros! No Cristianismo, isso tem um nome e uma pessoa; e noutras religiões também o existe. Sair de nós e darmo-nos; a quem precisa, a quem é mais fraco e não olhar a quem!
Vale a pena entrar nesta dinâmica; grupos, pessoas, empresas e estados.
Visitar o novo site da Associação Raríssimas (www.rarissimas.org) e perceber a sua nova campanha nacional lançada ontem no Hotel Meridien Park Atlantic. E já agora sabiam do lançamento? Pois, temos que nos perguntar porquê!

sexta-feira, setembro 09, 2005

Feelings ...

É bom sabermos que temos feelings na moda! Os fatos de 3 botões estão com os dias contados; o que eu já pressentia, os dois botões dão-nos um ar mais arrumado e delgado. Permitindo uma leitura mais aberta da camisa (às vezes tão desprezada) e da gravata (tão mal tratada). è olhar para os casamentos e vemos...

Falta de Notícias...


Há uma crise de notícias: o que não é mau quando se pensa que a implosão de edifícios é grande título de jornal. Como na "Voz do Povo de Alguidares de Cima", anunciando que o Senhor Presidente da Junta e o Senhor Prior vão inaugurar a ponte por cima do regueiro do Ti Manel das Hortas.
Ninguém nega que é um símbolo que vem a baixo; os anos oitenta portugueses retratados no exagero de construção e novo riquismo deitados por terra. Mas, daí a ser notícia como foi...
OU já estarem a ser publicadas sondagens de eleições de 2006; como se não houvesse outras pelo meio (aparentemente, essas são passadas e estão ganhas?) e até às presidenciais o mundo parasse e tudo o resto é distração (entramos na lógica da cartomante).
Estamos mal, de facto! E a culpa não é só dos políticos, é nossa.

Restauro e Reabilitação


Muitos erres para dizer que a Igreja de Santa Catarina (Igreja dos Paulistas) na Calçada do Combro está renovada no altar-mor e transepto. Podemos admirar uma intervenção para o futuro de uma obra do passado. Isto, de facto, passa despercebido do público: que é pena!
Ainda se fazem intervenções boas no nosso país, conservar a memória para nos recordarmos o que fomos.
Vale a pena visitar: uma jóia do barroco que sobreviveu ao Terramoto.

quinta-feira, setembro 08, 2005

As férias do ano que vem...

Ainda em tempo estival, penso nas férias que hão-de vir! Vale a pena ir espreitar (peço desculpa pela propaganda) www.purobeach.com

quarta-feira, setembro 07, 2005

weather


Por muito que queira, ainda estou no registo veranil! Não quero mudar de roupa, já. Voltar como a maior parte das pessoas, ao cinzento e ao preto. As cores que deliciam as mentes lusas. Simplesmente não quero. O verão é um tempo de paragem, como se tudo estivesse em stand-by ou slow-motion. Como se pudessemos fugir do que somos, da rotina e da mesmice de sempre! O inverno é a conformação do coração! Como a velhice, aceitamos o que somos e já está!
Fora com o inverno, e tenhamos um coração sempre cheio de sol e futuro.

terça-feira, setembro 06, 2005

chuva, vem do céu à terra


Sinceramente, não era e não é o melhor para mim! Bem sabemos o bem que é ou a maldição que é! Mas a cidade agradece quando não chove, pois não liga bem a vida citadina com a chuva. Este dia começou a stressar e parece que para mim vai acabar a stressar! Ó nuvens, chovei do alto mas não tanto!

segunda-feira, setembro 05, 2005

A música do casamento


Qual Kapital! Qual T-clube (de boa memória)! Mas só com muito gin...

Conversa de casamento


Passados dez ou quinze anos, voltamo-nos a encontrar! É uma sensação estranha para quem já viveu de tudo e se conhece mais ou menos bem! Ou mal! Os casamentos são sempre situações circunstanciais, como todas as relacionadas com a nossa família e amigos, em geral. Sim porque um casamento é uma festa em geral. Ninguém fala com ninguém e todos confraternizam.
Neste passado, havia de tudo! As presenças do passado, as presenças do presente, as escondidas do presente, as escondidas do passado! Sociologicamente era um desafio!
Os jovens que parecem não viver se não for em grupo; se de repente se vissem num sitío estranho definhavam! O status, o papel social, o pseudo glamour, a vida aparente etc. Tudo misturado numa base bem maquilhada e bonita no contexto do coro da igreja. Cheio de voluntarismo, mas sempre olhando a realidade de cima; com o nariz empertigado como se fossem imediatamente vomitar.
Mas, o mais importante foi o tempo. Os noivos deviam estar contentes e pareciam; e são eles o centro. A quem nós desejamos felicidade e realização pessoal na aventura do casamento.
Vi pessoas que não via há imenso. Mudadas no exterior (ou nem tanto) eram as mesmas; os rostos conhecidos com corações parecidos.
"E quando serás tu a casar?" a resposta foi curial! Mas certeira, nunca. "Deus me livre de fazer alguém infeliz".
Cristina e Margarida, gostei muito de vos conhecer! As pessoas diferentes têm sempre uma percepção especial da realidade que nos envolve.

sexta-feira, setembro 02, 2005

New Orleans

Tudo o que se passou (e passa) naquela cidade e arredores, faz pensar:
  • Perante o perigo de vida e adversidade o Homem pode descer ao nível animal
  • O esforço de civilizar da Sociedade quebra-se num pequeno limiar
  • Todo o esforço da sociedade norte-americana de passar uma imagem organizada (até das tragédias) não é fidedigno
  • O Homem e a sua civilização é um conjunto frágil, por vezes, nas mãos da natureza
  • O Povo (sintagma vazio e flutuante) passa em breves momentos a ser novamente manada. E não é necessário ir aos EUA, na semana passada quando o metropolitano parou sem razão aparente e houve uma comunicação via interfone (incomprensível) o Povo tornou-se manada, sem uma razão concreta.
  • Séculos de evangelização, educação, civilidade, e outras forças mais de elevação espiritual falham em segundos quando ao "animal" Homem lhe cheira a perigo de sobrevivência.
  • A Idade das luzes falhou...

Tudo isto faz pensar, os saques, pilhagens, violações e coisas afins que os norte-americanos tão preconceituadamente atribuiam somente à Europa (Tenebrosa na sua Era Medieval, tempo de sombras e ignorância) estão no seu seio e entre os seus. Mas cuidado, todo o tipo de orgulho cai por terra (de ambos os lados).

quinta-feira, setembro 01, 2005

Mês ensombrado...


Setembro, nos últimos tempos da nossa história, é um mês ensombrado pela maldade humana. Hoje é o primeiro aniversário da tragédia em Beslan, lugar de infanticídio, onde o começo de um ano escolar foi o fim para muitos. E, para muitos, a tragédia do 11 de Setembro ainda povoa a memória. Requiescant in pace...

Nostalgia


Saudades? Nostalgia do verão e das férias! A partir deste dia, já não têm o sabor de férias mesmo que as haja! Voltar à rotina, às ruas e ao corrupio. Não quero voltar tão depressa.